domingo, 12 de fevereiro de 2012

"Maybe tomorrow"

Na falta do que fazer ou no excesso do que pensar... Pintando.




Talvez amanhã... Talvez amanhã eu viva, talvez amanhã eu encontre meu caminho, talvez amanhã eu perca a insegurança, talvez amanhã eu pare de me machucar, talvez amanhã eu aprenda a me respeitar.
É tão mórbido esperar por um outro dia pra começar a fazer algo valer a pena, para colocar pra fora aquelas idéias que rondam durante dias, meses, anos, sempre esperando esse "amanhã" pra saírem do pensamento e ganharem forma, liberdade. Idealizar um modo de vida e guardar pra si é jogar fora uma capacidade de fazer diferente; engolir dia-após-dia as mesmas mágoas, culivar as mesmas feridas é como servir ao que faz de mim esse ser plangente.
Hoje pela manhã eu falava sobre Hitler, discutia sobre sua vida e continuo com a idéia de que não importa o que ele tenha passado na vida, nada justifica tamanha monstruosidade; agora, sentada aqui escrevendo eu olho com mais atenção pra dentro de mim e acho que às vezes tenho caído nesse grave erro de tentar justificar minhas ações ruins pelos meus sofrimentos, meus demônios; eu erro nesse sentido... erros são erros e sei que todos viemos até aqui para darmos o nosso melhor independente
das experiências boas ou ruins pelas quais passamos. No entando, sordidamente eu não posso deixar de dizer: Talvez amanhã eu aprenda como ser melhor... Maybe tomorrow.


De vez-em-quando eu passo muito tempo olhando pra isso aí, meus escritos no computador, esperando que eles me digam algo de concreto, que tenha talvez um bilhete premiado de felicidade pra mim nessas linhas um tanto embaralhadas.

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Bem, uma última consideração: Hoje a minha filhinha faz 4 meses!!!




sábado, 11 de fevereiro de 2012

11/02/2012

To you.
(Desenho de observação)

Sábado



Eu e monalisa no ócio forçado.
Ela se pudesse estaria correndo em algum lugar e eu  se pudesse estaria correndo para algum lugar.

Tem dias que eu olho pra tudo e não vejo cor, não vejo graça; mas isso é tão tolo, tenho consciência de que deveria viver feliz e em agradecimento por mais um dia, pela saúde, pela comida na mesa, pelos sorrisos,pelo amor, pelos amigos que mesmo que não estejam presentes me deixaram momentos eternos pra lembrar... (tudo bem, eu admito que andei pensando e percebi que estou tão sem amigos, digo presentes, aqueles que fazem visita, bagunça, que convidam pra sair...
(Meu Deus, eu não tenho mais amigos presentes na minha vida)
Por muito tempo eu tenho convivido com essa segregação voluntária e até achava normal, uma escolha minha e que parecia ser mais saudável, mas comecei a sentir que algo está errado, honestamente, algo esá muito errado. Bem, talvez isso ocasione esses momentos em que olho ao redor e não vejo estímulo, há quanto tempo não tenho um daqueles dias em que a gente volta pra casa sujo, cansado, com picadas de mosquito quem sabe, com arranhões ocasionados pelas árvores no caminho, com a pele ardendo de tanto ficar no sol, andar de bicicleta.. Eu estou sentindo falta disso e nem é fácil admitir.
Hoje é sábado, pela manhã eu fui ao dentista mas remarquei pra semana que vem, não tive paciência de esperar;agora a tarde eu estou aqui no meu quarto desde cedo lendo e há pouco tempo resolvi escrever algo, a noite o plano é ir até a galeria ver a banda de uma ex-amiga tocar. Olha só isso, "ex-amiga", não sabia que existia até viver essa experiência.. Dói um pouco..
De certo vou inventar alguma desculpa pra mim mesma e não vou, aí vou passar mais uma noite em casa; já sei qual a desculpa perfeita: Não posso sair porque tenho que fazer uma resenha sobre o filme de Frida pra entregar na segunda. "Ai Cinara....Me faz um favor? Vai viver!"



A crítica da monalisa não é verbal, mas é real.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ontem em sala de aula fizemos uma dinâmica de análise através de imagens, recebemos uma folha com um desenho de uma árvore grande e vários menininhos fazendo diversas coisas diferentes; tínhamos que escolher três deles que mais se parecessem com a gente. Eu escolhi o que estava com medo, o que estava descendo da árvore e o que estava em um galho parado, olhando pro nada.. O medo de tudo, a vontade de voltar, falta de coragem pra ir até onde quero e o meu hábito de chegar a um certo ponto e estacionar, não progredir mais.. Pintei os menininhos com as cores: azul, roxo e laranja. Fui até a frente e deixei com que descobrissem um pouco do que sou de verdade, o que essas disciplinas fazem com a gente... Lá estava eu falando de mim.. Sabe o que é o melhor? Voltar pra casa, receber boas notícias, ter a certeza de que Deus está sempre por perto e receber o carinho dessa coisinha linda aí de cima que está sempre a minha espera.