quarta-feira, 16 de julho de 2014

Nossa palavra


O que me traduz
É o inverso sofrido de tudo que quis
E o que planejei foi apenas te fazer feliz,
Verdade absoluta do meu peito
Que pulsa descompassado
Por não mais saber de ti;
As mentiras tão verdadeiras que nos regem
São inocentes feridas escondidas,
Clamam em silêncio pela cura,
Por essa paz que se torna obscura
Por não vir jamais;
Por não ser capaz...
Se eu pudesse escolher
Nem precisaria dizer,
Encaixaria você num encaixe perfeito de ser..
E até o sol brilharia mais forte
E pra nós já não haveria morte,
Porque o amor é o escudo de tudo e mais...
Onde você está é inútil saber,
O real lugar é aqui no meu ser,
Totalmente dentro de mim
Como palavras que doem ao sair.
A palavra que te traduz é a mesma que te induz
E que a tua seja encontro
Porque a minha já cansou de ser saudade.

domingo, 16 de fevereiro de 2014






Estar só é relativo,
Sempre existem pessoas ao redor,
Quase sempre insignificantes,
Nada ao redor é positivo.
Ninguém se importa com nada
E meu grande aprendizado
É também não me importar,
Aprender a sangrar pra dentro e calada.
Isso já faço, meio caminho andado;
Mais uma mudança,
Menos uma herança, mais uma dor,
Ainda mais cobrança.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Madrugada


Estou me sentindo tão só que chego a ter dó de minha própria alma confusa a procurar motivos desesperados pra continuar, como naquela música da legião urbana "estou acordada e todos dormem", agora escrevo pra espantar esse vazio corrosivo que me habita.
Meu Deus, como eu erro e em meus erros envolvo pessoas que não deveriam jamais estarem envolvidas, vidas saudáveis que eu covardemente trago pra perto de mim pelo meu medo da solidão e no meio de tudo isso me apego e sofro ainda mais quando me deparo novamente com o estado de sentir-me só rodeada de pessoas. Percebo a inutilidade de meus atos e a hipocrisia de minhas palavras que se esvaem impiedosamente.
Mais uma madrugada dolente nos braços da tristeza, caindo na graça do acaso e redescobrinco a agonia de chorar sem consolo, sem ombro, sem beijos no fim.
Sou um fracasso de alma.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O que sou fui eu mesma quem criou



Me machuco ao pensar
Que talvez precise mesmo me consertar,
Tentando encontrar sentido
Acabo por desfazer sonhos,
Sou um corpo feito de um hoje não vivido.
Tudo que pende de mim
Provém do que não decifro,
São frases não ditas, beijos não dados,
Mágoa guardada pelo que não acredito;
Toda a esperança que alimento
Desagua nos desfechos penosos,
Triste realidade encontrada
Dentro dos amores que eu mesma invento;
Durmo quase sempre frustrada,
Ando quase nunca acompanhada
E vivo cada dia encurralada
Pelo meu próprio tormento...
...Criado por mim
Para que sem culpa
Um dia à minha vida eu acabe dando um fim.